quarta-feira, 13 de abril de 2011

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Bom dia. Estou um bocado atrasado no post, mas ando com problemas familiares que me têm ocupado a cabeça. Por isso, hoje vou ser breve.

Hoje vou falar de sequelas. Existem filmes óptimos que muita gente vê e são um sucesso para as bilheteiras. Então o que é que eles (seja lá quem for que tem a ideia) decidem fazer? Uma sequela de um filme IGUAL mudando só as personagens. É que há sequelas de filmes que se percebe... são a continuidade da história e tem muito a ver com o ou os filmes anteriores a esse. Tudo bem.
Agora as sequelas que são filmes exactamente iguais ou muito semelhantes.... Enfim, ridículo. Depois admiram-se da avaliação de merda que essas sequelas levam, as pessoas já viram "aquele" filme...
Dou o exemplo do "The Butterfly Effect", "Cube", "Final Destination", etc... Não vi o "Rec 2" mas acredito que também seja um exemplo. Para mim, estes são filmes que vale bem a pena ver o primeiro, sim senhor... Mas ver as sequelas para quê? São iguais...
O "Scream" também é um pouco assim, mas considero-o uma excepção, pois adorei vê-los todos. E inovaram sempre em cada um dos 3.

Há dias revi o "The Butterfly Effect" e é, sem dúvida, um dos bons filmes que vi. Adoro a ideia de poder voltar ao passado e mudá-lo.. Quem não o queria, nem que fosse só uma vez na vida? Já toda a gente o deve ter visto, mas se há alguém que ainda não tenha, recomendo vivamente. Ainda por cima é com o Ashton Kutcher que eu amo desde "That '70s Show"!

be


Até para a semana e que tudo se resolva. Ah, e não deixem este blog morrer.. Já agora dava jeito.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Gosto de tops

Confesso que tenho um problema no que diz respeito ao cinema. Ligo muito a tops. Antes de ver um filme tenho sempre de ver a nota no IMDb e no Rotten Tomatoes para saber com o que posso contar. É um vício, inevitável. Quando me aconselham um filme, vou sempre ver as críticas e as pontuações. Se não tiver uma nota superior a 7 (no IMDb) é muito pouco provável que o vá ver. Eu sei, nem sempre os bons filmes têm boas notas. E eu próprio sou testemunha disso, quando adorei o Pearl Harbor e a cada vez que passa na televisão, eu tento dar uma espreitadela. É uma coisa minha pronto.

Sou tão viciado em pontuações que cada vez que não sei que filme ver, vou ao Top250 do IMDb ver quais é que ainda me faltam. E de 1990 até agora, são muito poucos os que realmente faltam. Fico também reticente quanto a filmes antigos, e mais uma vez, não tenho razões nenhumas para o ser. The Godfather (I e II), Psycho, 12 Angry Men, Platoon, etc. Talvez só à excepção do Taxi Driver, em todos eles fiquei com uma noção de que tinham sido excelentes filmes. Sei que não são correctos todos estes preconceitos mas há quem não veja um filme só porque é sueco, como o, "Låt den rätte komma in" - que agora tem a borrada do remake americano "Let Me In". Há piores que eu bem sei, mas gostando tanto de cinema, devia ser um bocado mais aberto, confesso.

Mesmo assim, devo agradecer ao tal top250 pelos filmes que lá estão. Uns não deviam lá estar, outros deviam, mas lá está, é muito subjectivo. Por certo que estão lá filmes que pertencem também ao meu top pessoal, como o Big Fish, Groundhog Day, Fight Club, Cidade de Deus, Memento, American Beauty, The Pianist, Eternal Sunshine of the Spotless Mind, La Vita è Bella, The Prestige, El Labirinto del Fauno, Inglourious Basterds, Snatch, Lock Stock & Two Smoking Barrells, Trainspotting, Amores Perros, The Departed, V for Vendetta... bem já chega não? Claro que há filmes que para mim mereciam lá estar como o The Machinist, o 21 Grams ou o The Fountain, mas não podem lá estar todos.

Sou um viciado nos tops mas sobretudo sei apreciar um bom filme, por mais que me custe a dar a devida oportunidade ao mesmo. Fica aqui o poster do último filme que vi que contraria todos os tops e que para mim é uma autêntica prova de que, por vezes, nenhuma pontuação paga o que um bom filme pode dar. Vejam, ou se já viram, dêem-me a vossa opinião sobre o mesmo.

TheFountain

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Television Rules The Nation

Hoje vou falar daquele tema nada cliché, que muito pouca gente critica e me pode levar ao estatuto de visionário: a televisão portuguesa! No outro dia estava a ver o Quem Quer Ser Milionário e pensei: "Olha, este Malato até é um gajo com piada!". Mas depois apaguei o charro e passou-me. Para conseguir assistir a um bocado de televisão portuguesa tem que se consumir um bocadinho, desculpem! A quantidade de programas parvos é excepcional... Vejamos o novo modelo deste Quem Quer Ser Milionário Alta Pressão: um gajo pode ganhar acertando a uma só pergunta... Admira-me o António Costa e o Macário não ganharem mais vezes o concurso. Isto é basicamente o que os presidentes da câmara fazem. Um manda construir as merdas, perde as eleições, depois vai lá o que ganhou inaugurar aquilo, fica com o crédito e uma plaquinha comemorativa. Parece-me justo.

Outro programa giro é aquele dos fedelhos, que obviamente não vai passar pela puberdade e vão continuar com aquela voz angelical, a cantar na TVI. Primeiro deixem-me realçar um factor importante: o concurso era apresentado pela Júlia Pinheiro e entretanto ela sai. Um gajo pensa: "Boa, acabou a guincharia e a peixeirada, até vai dar para aguentar 5 minutos disto". De repente aparece-nos lá o Goucha e a Cristina Ferreira. Se aquilo antes parecia o 36 para Odivelas em hora de ponta, agora parece o Mercado do Bolhão depois de uma vitória do Porto ao Benfica.
Depois há outra coisa a conferir credibilidade ao programa... o júri! Luís Jardim, o Zé Milho dos Morangos, até aqui tudo bem e depois vem a Rita Pereira e a Sofia Ribeiro. Sou sincero, muito gostava eu de lhes dar música à bruta, para a frente para trás, em pé, sentado, deitado, a fazer a ponte... enfim, deixo-vos dar asas à vossa criatividade, mas o que elas percebem de música, é o mesmo que eu percebo de trens de cozinha (com ou sem pegas de ouro de 24 quilates). Eu defendo que, tendo vasta experiência no que toca a putos, o júri devia ter pelo menos um arguido do Caso Casa Pia. Quem melhor que eles? Oops desculpem, já posso fazer piadas de pedofilia? :s


Para finalizar vou falar de política, outro tema nada cliché, e dizer uma coisa que já o disse e vou repitir: a indiferença que eu tenho em relação a esta treta toda do FMI e da demissão do Sócrates, faz-me sentir infantil. Vá, agora larguem-me que eu vou brincar com os meus Megazords dos Power Rangers.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os portugueses foram (e são) roubados, mas vão cair no mesmo de novo

Já estou com um pó a estes portugueses que nem vos conto.

O que está em causa é o seguinte: crise. Ora vamos lá fazer um comparativo um bocado… estúpido, mas que para mim faz todo o sentido.

Imagine-se que estão em casa, a ver televisão ou a fazer outra coisa qualquer, e repentinamente são assaltados por alguém. Qual era a primeira reacção? Espancar o grandessíssimo cabrão que nos assaltou, chamar a polícia ou ficar em estado de choque e não fazer nada. A primeira opção é a mais óbvia, certo? Se sim, vejamos o seguinte: o governo assalta a casa de milhões de portugueses, sem qualquer dó nem piedade, e qual é a nossa primeira reacção? Vir para a rua com cartazes, se é que saímos de casa para reclamar sequer; a manifestação da Geração à Rasca não conta.

Agora voltemos ao assalto. Se quando o governo nos rouba, vamos para as ruas reclamar com cartazes, porque é que não fazemos o mesmo quando o tal cabrão nos assalta a casa? Ou melhor, porque é que não espancamos os políticos que andam no governo a roubar também, como provavelmente fariamos ao tal cabrão?

Os portugueses são estúpidos, é um facto. Deixam-se ser roubados a torto e a direito, reclamam com cartazes, não reagem, não fazem nada. Não tenho moral, mas não sinto que o governo me roube (ainda), daí estar a falar disto. E mais, são estúpidos ao ponto de irem votar todos no mesmo ladrão de novo, que é como quem diz: “assaltaste-me a casa uma vez, fui para a rua reclamar com cartazes, mas deixo-te lá ir novamente”. Se não fazemos nada para mudar, a que ponto é que isto vai chegar?

Não é a fazer manifestações sem nexo que vamos lá. Estamos a pedir algo que nunca houve em Portugal. Temos mais direito que os nossos pais? Aqueles seres que não podiam ir à escola sequer, que nem acabaram a 4ª classe, que nem… enfim. Isto deixa-me frustrado.

Secalhar nem tudo o que disse está correcto, mas é a minha maneira de ver as coisas. O PSD não ganha porque já se espalhou ao comprido, enquanto que o PS vai largando umas farpas para a bancada do PSD, candidatam-se de novo e voilá: ganham. Ciclo vicioso, portanto.

Não percebo nada de política, mas sinto-me frustrado com esta situação. Se vamos com facas para cima dos ladrões que nos assaltam a casa, acham que é mais doloroso ir com cartazes para cima dos políticos que os fazem durante anos e anos, com o nosso voto de confiança renovado a cada mandato?

Claro que nem todos os portugueses têm culpa, mas será que reparam que nem no tempo dos reis lhes era exigido 1/4 do que produziam? IVA a 25% e parece tudo normal. Isto é escandaloso, porra.

Ah, a do “estás mal, muda-te”, não vai pegar para o meu lado.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Parcialmente parcial

Olá. Sou dos únicos deste blog que não costuma falar sobre futebol nos seus textos, mas hoje será esse o meu tema.

Como é sabido por todos, o Porto foi campeão no passado domingo no Estádio da Luz. Quero começar por felicitar o Porto pelo campeonato. É, sem dúvida, um justo vencedor, apesar de na minha modesta opinião, ter sido bastante beneficiado, principalmente nas primeiras jornadas.

Mostro desde já uma fotografia inédita do Porto a festejar no Estádio da Luz. Hmm.. Pois. Parece que desligaram as luzes. (curiosamente o Porto fez o mesmo o ano passado quando o Benfica lá foi, mesmo não tendo sido campeão)

André Villas Boas, treinador do Porto, foi campeão aos seus 33 anos. Um feito, sem dúvida. Deixo aqui os melhores momentos dele este ano.


Das coisas que acho mais ridículas são os sportinguistas a festejar o título do Porto. Tipo.. Vocês são rivais, sabiam? Mas pronto, toda a gente sabe que só há duas equipas grandes em Portugal: o Benfica e o Anti-Benfica. No fundo percebo o facto de eles festejarem os outros títulos, porque o Sporting baseia-se nisto:



E como eu sou uma pessoa que acredita no destino, aqui está uma brincadeira do destino. Bastante verdade, curiosamente.

É óbvio que este texto é tudo menos imparcial, mas também tenho direito! Apesar de tudo, ninguém pára o Benfica...... excepto os sinais de trânsito.


Mas pronto, esta é a minha modesta opinião e eu, como prova esta foto, não chego aos calcanhares de Cristo. Por isso...


Deixo-vos com este gif fantástico e, para a semana, voltarei com outros temas para o agrado de todos! Kel kiç pa bo