Sei que já vou atrasado e com alguma pressão por parte de algumas pessoas, cuja deficiência estará prestes a atingir o auge, mas não tenho culpa de ter imenso trabalho, tanto que ontem só cheguei a casa à uma da manhã, não podendo lançar a crónica.
Diz que no sábado passado houve por aí a tão aclamada manifestação da Geração à Rasca. Estou de acordo com alguns pontos da manifestação em si, mas há outros que são o cúmulo da . "Terminei a minha licenciatura e agora não tenho trabalho". Quantas vezes é preciso explicar a esta gente que uma licenciatura não é igual a emprego garantido? Uma licenciatura *pode* levar a um emprego, não garante. E mais, ao que parece, os grandes mentores -- ou pessoas com deficiência mental agravada -- foram tirar Engenharia de Museus, Engenharia de Tratados de Paz (?), entre outras merdas que ninguém sequer sabe que existem.
É assim que querem arranjar trabalho? A irem para a licenciatura mais fácil só para dizer que têm uma? Ainda há dias vieram-me dizer que havia um mestrado fantástico que se dá pelo seguinte nome: "Mestrado em Manutenção de Campos de Golfe". Não sei se hei-de rir ou de chorar, mas que isto já começa a roçar o ridículo, lá isso começa.
Esta imagem deve representar um engenheiro de Madeiras ou algo do género.
Eu não condeno as pessoas que entram para essas licenciaturas, mas acho que têm de começar a pensar antes de se inscreverem. É preciso ver duas coisas: saídas profissionais e fazer o que se gosta. Se as duas preenchem os requisitos, perfeito, caso contrário, há que olhar pela primeira. Não se pode optar por uma ou por outra porque é a mais fácil. Eu sei que não tenho moral para falar porque não estou na faculdade sequer, mas sempre fui péssimo a Matemática, e no entanto segui o ramo da programação, sabendo que isso me podia dificultar a vida, mas não baixei os braços e continuei. Não terminei o curso, mas estou na área, felizmente.
Sei que quando um dia acabar o curso -- talvez quando for despedido -- vou-me mandar para uma Engenharia Informática ou algo parecido, que deve ser de um grau de dificuldade elevadíssimo para o meu conhecimento de Matemática, "mas que se foda", já dizia o outro -- aquele senhor que todos usam como exemplo para rematar estas deixas.
Às vezes pergunto-me: como será trabalhar como engenheiro de Museus? Deve ser cá um espectáculo do caralho, passar o dia a falar de museus e merdas que ninguém quer saber -- já estou a disparatar e provavelmente a ofender mil e um engenheiros deste país, mas sem medos.
Não quero estar aqui a dar lições de moral a ninguém, mas por favor, escolham licenciaturas que tenham saídas ou que pelo menos alguém conheça, para terem o tal "emprego garantido" que tanto falam. Nunca houve, nunca vai haver, a não ser que se tenha uma irmã a trabalhar na ZON -- tinha que te mandar uma farpa, senhor Ricardo! Pensem nisso da próxima vez que se forem manifestar neste âmbito.
Mais um artigo em #ragemode. Sou o único desta equipa que nunca lançou uma piada e visa irritar todos os visitantes (temos disto?) deste blog.

Estou rindo, mas a minha cena na ZON não tem nada a ver com a da minha irmã!
ResponderEliminarEstá bom o texto, mas dá lá uma vista de olhos nisso.. É cada "pumtapé" nu português, jazuuuuuuuuz! "têem, "defeiciência", etc..
Não sejas assim, a primeira foi erro, a segunda foi parvoíce minha.
ResponderEliminarLindo!
ResponderEliminarAdorei!
Acabei de ler um texto escrito por um jovem com uma mentalidade (penso eu) espectacular sobre licenciaturas e afins.
Tirando os erritos (poucos) e as asneiras (escusadas)neste tipo de texto, estava tudo numa nice!
disseste tudo :))
ResponderEliminarps: ri-me com a imagem !
ps2: vou lançar o meu texto antes do BENFICA
Tenho a dizer, Rafael, que és daqueles escritores que trabalha melhor sobre pressão! LOOL
ResponderEliminarGostei muito do texto e estou de acordo!
Quanto a esse curso de Manutenção de Campos de Golfe fiquei da mesma maneira que tu, que absurdo.. E depois ainda há quem diga que não se investe no ensino superior?! :X
Enfim.. beijinhos*
pessoa de geografia vira-se para mim aquando de um "duelo" entre faculdades:
ResponderEliminar- não precisamos de estar com estas picardias, vamos todos para o desemprego.
ao que eu respondo:
- fala por ti.
bom texto, sim senhor.
Pá essa cena da engenharia dos museus e dos tratados da paz é grande mito, pesquisei e não encontrei nada.
ResponderEliminaracho absurdo virem falar de uma geração à rasca quando os meus avós passaram fome, viveram em condições absolutamente miseráveis, não tiveram, DE LONGE, as condições de trabalho que hoje em dia se tem e nem sequer tiveram uma escolaridade minimamente aceitável. Se esta é a geração à rasca, a geração dos meus avós era a Geração quê? Geração na merda? mesmo assim, criaram um filho que hoje, com muito esforço e dedicação ao trabalho, é engenheiro civil e tem uma vida boa e estabilizada.
De qualquer forma, admito que há situações algo complicadas, mas isto está mau para todos... as pessoas têm que continuar a investir nas suas habilitações académicas e não desistir, tal como tu o dizes.